Neste shot publicado no Papo de Homem faço uma comparação entre Lance Armstrong, o maior ciclista dopado de todos os tempos, e Miroslav Klose, um jogador alemão honesto que nunca ganhou uma Copa do Mundo.
Qual é o sabor da vitória quando é necessário trapacear para vencer? E se, como no caso de Armstrong, todo mundo já está trapaceando? Vale a pena trapacear também?
Esta é claramente uma decisão difícil e pessoal. Vai muito dos valores de cada um. Eu concordo com Miroslav Klose, provavelmente o melhor jogador alemão do futebol: definitivamente os fins não justificam os meios. Não mesmo. Para ele, não vale a pena ganhar um jogo com um pênalti roubado ou mesmo com um gol de mão.
A melhor parte da coincidência é que semana passada os dirigentes do Palmeiras decidiram rasgar toda a moralidade e tentar validar um gol de mão, talvez invalidado por uma informação externa.
Há 2 problemas sérios nessa história:
- Gol de mão não vale
- Informação externa não é ruim
One Response to Barcos não é alemão
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Barcos não é alemão
O Barcos fez o gol de mão por desespero (crime passional).
O Palmeiras briga também por desespero, mas, principalmente, para fazer ser respeitada as regras previamente estabelecidas – anulação irregular, através de imagens e informação da TV, condição não permitida pelas regras e orientações da FIFA.
O árbitro … coitado. Mudou de decisão após validar o gol, afim de tentar manter as aparências de um profissional que nunca erra!!!
O STJD é um tribunal formado por torcedores declarados, que julgam baseados na regra do futebol os casos que lhes convêm. Porém se esquecem que usar mídias externas não são permitidas. Além disso, o STJD tentou calar as pessoas que pacificamente se manifestaram contra as arbitrariedades.
Adj. Que depende só da vontade: escolha arbitrária.
Que depende do capricho de alguém: decisão, medida arbitrária.
Despótico, ilegal: poder arbitrário.
Sua opinião foi bastante interessante para mim, pois me fez refletir:
As regras do jogo devem ser estabelecidas previamente e seguidas, porque senão virá vandalismo.
Um homem deve aceitar os próprios erros e tantar corrigi-los.
É complicado tentar achar um meio termo entre sensações e culturas tão díspares: razão x paixão; europeu x latino; dano moral x livre opinião.
Apesar de ser difícil, temos que tentar encontrar a melhor forma.
Abraço.
Obs: Não sou palmeirense.