Não ter religião é uma coisa. Ser ateu é outra. Veja a diferença em dois casos práticos.

A galera do Sem Religião parece que está numa cruzada para se diferenciar dos ateus e dos fanáticos. Não ter religião, segundo eles, não significa não acreditar em deus. Ao contrário, significa estar em contato direto com sua divindade sem necessidade de intermediários como padres, pastores, xamãs e políticos.

Aqui eles explicam porque deus não é necessariamente cristão ou budista (sei lá). Já aqui eles explicam a doutrina:

“O deísmo é uma postura filosófico-religiosa que admite a existência de um Deus criador, mas rejeita a idéia de revelação divina. É uma doutrina que considera a razão como a única via capaz de nos assegurar da existência de Deus, rejeitando, para tal fim, o ensinamento ou a prática de qualquer religião organizada.”

A minha percepção diz que maior parte dos brasileiros se encaixaria como Sem Religião. Acreditam em deus, mas não tem uma prática definida.

Já os ateus são diferentes. Muito diferentes. Para eles, deus não passa de um fantasma, ou seja, um ser que não existe a não ser na cabeça das pessoas. O sujeito mais ateu que eu conheço na blogosfera é o Douglas, do Duvido.

Ele parece estar em guerra com o mundo das religiões e a série dele sobre a impossibilidade de um ser onisciente e onipotente é algo a ser guardado por gerações. Vejam essa partezinha do texto sobre o loop lógico gerado pelo conceito de onisciência:

“Vamos um pouco mais fundo. Deus, para ser onisciente, teria de conhecer tudo, e, neste tudo, deveria conhecer a si mesmo. Não só deveria conhecer a si mesmo, como também deveria conhecer completamente a si mesmo. Cada parte, mais ínfima, de si próprio.
Ocorre que isto é impossível. É impossível conhecer completamente a si mesmo, pois cada pedaço de informação necessária à descrição se si próprio, incorporada ao próprio conhecimento, gera ela mesma a necessidade de ser descrita (dado que passa a ser parte integrante do próprio ente)”

Então, depois de se esbaldar com todas essas informações que você não pediu, qual é a sua religião?

Qual sua religião?

  • Ateu
  • Sem religião
  • Sabatista (adorador de Black Sabbath)
  • Jedi
  • Satanista
  • Petista
  • Seguidores do Diogo Mainardi







OBS: este post não é patrocinado, mas os autores dos blogs citados estão solenemente convidados a me pagarem uma cerveja quando estiverem no RS :)

 

34 Responses to A diferença entre ateus e gente sem religião

  1. Te pago a cerveja quando quiser, Bender – eu moro em Porto Alegre!

  2. says:

    Minha sogra é deísta, mas bem que ela já foi católica, espírita, batista, testemunha de jeová e até hippie. Às vezes eu acho que é indecisão mesmo.

  3. Daniela says:

    O Douglas está querendo te corromper! Só um resuminho:

    Teísta: Acredita numa inteligência sbrenatural e está presente para supervisionar e influenciar o destino.
    Deísta: Acredita também na inteligência, mas nunca intervem, assim como, não atende preces.

    Quando você vier na Bahia, te levo para comer um acarajé no melhor terreiro da região. ;)

  4. marcus says:

    Fiquei em dúvida entre ateu, jedi e seguidor do Diogo Mainardi, mas votei em ateu.

  5. Jedi é uma religião que eu tenho vontade de conhecer…
    principalmente pra ter uma espada super foda de laser.
    Depois dessa aula de ateísmo eu descobri que eu sou sem religião.
    Meu professor na época da escola quase deu em mim porque eu disse que Satanismo e ateísmo eram religiões, agora eu sei.
    Bender, também sou de Porto Alegre!

  6. A religião seguida pelos “sem religão”, não se encaixa no caso da maioria dos brasileiros pelo simples fato de se ter claramente seus preceitos filosóficos (como o que foi dado acima).

    Os “sem religião” brasileiros, não são necessariamente sem religião mesmo, eles costumam seguir de tudo um pouco, misturando idéias de várias doutrinas fazendo com que se encaixem em suas convicções.

    Quando confrontados com idéias lógicas e sensatas, na melhor das hipóteses costumam dizer um hesitante “não sei”, mas na maioria das vezes se irrita ao tentar responder.

    Faltou comentar sobre agnósticos, que me parecem estar no meio do caminho entre os “sem religião” e os “ateus”.

    Abraços!

  7. rangelfisica says:

    Pelo que vejo por ai , os “sem religão” são pessoas mais cautelosas, eles até querem ter alguma religião, mas há muitas exigências …. ter que ir na igreja em pleno domigo … ficar “rezando” em volume maximo, dar dinheiro ao pastor, passar meia hora meditando, orando em um idioma que é o nativo ou mesmo andar com botton do PT na rua !! Eh dificil mesmo … Tá mais facil fazer um “self serviçe” de dogmas espirituais do que adotar o pacotão !

  8. MaxRaven says:

    Eu + 5 (por enquanto) somos sabatistas, mas sempre pensei que escrevesse Sabbathistas :D
    Mas estou decepcionado, ninguém se confessou petista ainda? Ahh fala serio, isso tem aos montes, inclusive em alguns sites/blogs/fóruns que participo.

    Agora falando um pouco serio, eu acredito em tudo, menos religiões, até pq tenho fé na humanidade, mas não nos “homens de boa vontade” (nada haver com a LBV isso), afinal toda religião é comandada ou criada por uma pessoa, pessoas são capazes de tudo, inclusive mentir, então…

    Agora, eu acredito em Deus, duendes, fadas, discos voadores, menos em em gnomes, prefiro o KDE :p

  9. Marcos says:

    Esqueceu de colocar na lista a opção “Agnóstico”, que é onde eu me encaixo.

  10. Fanny says:

    Por isso eu sou Sabatista!
    mas principalmente deeppurplista!

  11. Alex says:

    Eu sou satanista! Afinal, “satan” nada mais significa do que “oponente” e eu me oponho a todos os FDPs do mundo. Principalmente a padres pedófilos e “santidades” que dizem que riqueza é pecado mas moram num palácio revestido de ouro.

  12. Johnny C says:

    cara… eu marquei “sem religião” na pesquisa, mas pela definição deles não sou um “sem religião”. Já estudei algumas religiões, tenho meus credos… mas não sigo nenhuma religião apenas por não ter encontrado até agora nenhuma com a qual me identificasse plenamente. sempre tem algo que eu discordo… então fico na minha rs…

    mas o que eu discordo MAIS é das definições de paganismo e ateísmo. Ateus simplesmente não acreditam em nada, mas absolutamente nada. Enquanto pagãos são pessoas que têm pontos em comum com as antigas religiões naturais (“revisadas” recentemente através da wicca, do shamanismo, entre outras…)

    nesse sentido, eu me identifico com o paganismo… manja?

    e esse foi mais um comentário que ficou grande demais! flw!

  13. James Mytho says:

    Olá,

    Ser deista é acreditar em um Ser Superior, mas não ter religião denominacional. Contudo, o deista pode ter a sua religiosidade pessoal, inclusive tendo como modelo de deidade alguma divindade “revelada” tal como cristo, buda, maomé, etc… Ou seja, o deista pode ser “simpatizante” de alguma religião preestabelecida, como o cristianismo (não é o meu caso).
    A diferença entre deista e agnóstico reside no fato que agnósticos dizem não ser possível, ou muito dificil, compreender o transcendente. Enquanto, os deistas entendem o transcendente através da razão.
    Eu diria que a boa parte da população pode ser enquadrada como deista, agnóstico teista.

    Maioires informações:
    http://www.ordemdotemploiluminista.blogspot.com

    Grato.

  14. [...] – Neurônios Hiperativos O mal existe. – Parole Parole O amor nos tempos líquidos – Lino Resende A diferença entre ateus e gente sem religião – Bender Blog Nossas muitas idades – O Mundo Mágico de HorseMan 108 ANOS DE SAUDADE… – Apoio [...]

  15. ISAAC says:

    Achei interessante a dissertação do Diogo, mas ela é contestável, porque para Deus não ter completo conhecimento de sí mesmo, ele seria humano e limitado como voce e eu, na verdade isso é atribuir a Deus sentimentos e qualidades humanas (antropopatia) , não é porque conhecemos partes da eternidade por exemplo; o universo, o espaço e o tempo que vamos questionar Deus ter limitado conhecimento de sí mesmo… você não vai encontrar respostas em sí mesmo… mas a maior autoridade em Deus é a bíblia. e quanto alguém fala fora dela só fala besteira! “Porque para Deus “tudo” é posssível!”. um dia você vai encontrar com ELE! pode se preocupar!

  16. Wladimir says:

    Queria poder voltar, mais a minha doutrina não existe aí. Batista. abraços!!!

  17. Johnny C says:

    Wladimir> po, volta cara! aposto que o bender vai sentir falta das suas visitas se vc não voltar rs…

  18. Almir Marcelo says:

    Caro Sr. Bender.
    Interessante o tema levantado e inusitadas as respostas. Não cabe a mim o juízo de valor, mas gostaria de pedir a sua permissão para usar o material na pesquisa que estou fazendo como monografia no curso de pós-graduação em Ciências da Religião cujo tema é exatamente acerca dos “sem religião”, como fenômeno religioso crescente. Certamente que citarei a fonte do material.
    Desde já agradeço o apoio.
    Ah! Por que não colocar, dentre as opções de religião acima, a de “Corintiano”? (eh, eh, brincadeirinha, grato!).
    Marcelo Santos.

  19. ISAAC says:

    Só mais uma coisa, tambem pensava que podia acreditar em Deus independentemente, e encontrava com pessoas que falavam o que entendiam sobre DEus, e voce sabe que existem muitas supertições sobre astro e estrelas, mas é preciso da astrologia para se compreender melhor essa ciência. Assim como é preciso da Teologia, para se entender melhor o que de Deus se pode compreender, não que a Teologia vai provar a existência de Deus, não é isso, até porque você lendo a biblia percebe que Deus não está nem um pouco preocupado em provar nada prá ninguém, mas Ele revelou-se gradativamente ao longo de aproximandamente 6.000 anos para diversos personagens que vários desses escreveram suas experiencias …na Biblia. veja mais (academiadeprofetas.blogspot.com)

  20. ALEXANDRE says:

    Caro Bender,

    Muito louvável trazer ao debate as religiões, não-religiões e ateísmo. Creio tratar-se de obviedade que só pode escrever sobre cada uma delas quem as conhece, vive ou percebe no seu dia-a-dia. Portanto, não ousaria reivindicar notoriedade sobre assunto tão particular a cada ser. Por outro lado, genericamente escrevendo, parece-me que ser religioso ou ter uma religião significa crer num ser com poderes extra-humanos, extraordinários, além da capacidade humana ou biloógica de entender, equiparar-se ou mesmo descrever completamente, e, além disto, seguir uma doutrina na qual cada indivíduo compartilha das mesmas idéias e experiências de fé, conformando-se com uma identidade que prega a própria fé e religião. Então não basta ter fé, é preciso ser sectário de uma organização maior, uma doutrina, que determina conceitos, modos de vida, etc. Os não-religiosos podem crer neste mesmo, ou noutro ser mágico, superior, com tais poderes ímpares, como a criaçao de tudo o que existe, conhecimento sobre tudo o que há, propósito para tudo, onisciência e onipresença, algo como o Papai Noel no natal, que tudo sabe sobre as criançinhas (e alguns adultos também), sabe se merece, se comportou-se, o que quer, e entrega no Mundo inteiro presentes na noite de Natal. Creio ser, Papai Noel e Coelhinho da Páscoa, santidades esquecidas e não reconhecidas adequadamente, uma vez que possuem poderes semelhantes aos de Deus, Jeová, ou qualquer nome que se queira dar. Satã me parece uma figura tão injustiçada, pois tudo que dá errada ou que é ruim é obra dele, pois este ser criador que tudo sabe, tudo vê, tudo entende, não só nada faz para impedí-lo, como também não leva nenhum crédito por algum castigo ou maldade merecida… Não seria mais viável e inteligente crer que a explicação mais simples normalmente é a melhor e a que resolve os problemas? Respeito toda e qualquer religião, e como havia postado anteriormente neste blog, em outros assuntos, defendo a diversidade religiosa, especialmente porque reconheço que para muitas pessoas isto faz bem, e elas fazem o bem aos outros tomados pelas doutrinas que seguem. Só vale salientar, novamente, que fazer o bem, ser justo, honrado ou ter compaixão são apropriações das religiões, pois são sentimentos e conceitos humanos, independentemente de qualquer doutrina. Na verdade, deveria ser uma obrigação moral de todos, mas daí acabaremos debatendo que moral também é um conceito da humanidade que diz o que é certo ou errado, bom ou ruim perante o convívio social, e isto vai longe… Afinal, há tantas coisas sem explicação, “que a nossa vã filosofia não consegue alcançar…” Discutir religião, preferência, futebol, família, etc., só reforça a idéia de que cada um, “graças a Deus”, tem um conceito próprio e particular, e que por causa disto muitas vezes esaspera os ânimos, e logo vem os “do contra” e os “a favor”… Não viemos a este Mundo fazer muitas escolhas, porque a sociedade humana nos moldou assim, ao longo de milênios de leis, regras, normas, moral, etc., e isto nada tem a ver com sorte, ou destino, ou interferência divina. Se morremos, ficamos doentes ou nos salvamos extraordinariamente de alguma situação crítica ou trágica, logo vem a “vontade de Deus”… Bem, se isto é verdade, é um paradigma, porque Deus estaria “enfiando a mão na cumbuca”, na seara de Satã… Afinal a morte, a doença, os ferimentos, o mal vem do próprio mal, e porque a representação mais universal do bem, Deus, faria algo ruim? Porque castiga? Porque merecemos? Porque precisamos aprender mais? Porque não somos dignos? Quem tem compaixão e bondade sabe que o perdão é absoluto, e que não há merecimento de maldade que leve alguém, com compaixão, a fazer o mal a outrém. E o que dizer sobre a existência de centenas, milhares de divindades? Afinal, cada povo tem o seu “Deus”, ou deuses… Índios, que cultuam a Terra e estrelas, e as forças da natureza, protestantes e católicos que cultuam apóstolos e santos, judeus, muçulmanos, etc. Há lógica em oferecer carne de animais ou frutas para deuses intercederem para nós? Para a maioria do Mundo não, mas budistas, umbandistas, candobleistas e outros pensam o contrário. E as cirurgias espirituais? Médicos e entidades do “outro lado” para os espíritas, nas quais nos transformaremos, ou retornaremos algum dia. Será que os outros animais tem fé? Religião? Ou somente nós, humanos, “superiores”, merecemos um “céu”, um “paraíso”, um “outro lado”? Bem, fé talvez jamais saberemos que os outros animais tem, mas sentimentos já está comprovado, e inteligência também. Diferente da nossa, mas existe. Pois a natureza, na sua evolução, dotou cada ser com as condições para manter-se, prosperar e procriar de acordo com sua função e necessidades. Talvez sejamos os “eleitos” Dele, talvez sejamos algo fora do controle, um acidente, ou talvez sejamos frutos do acaso, onde as condições necessárias existiram e os humanos evoluíram a um grau de inteligênica e compreensão que nos destacamos dos demais… Senão vejamos, o que seria dos primatas se ainda houvessem dinossauros, ou se os oceanos tomasse todo o planeta? O que seria dos primatas senão fosse a necessidade de descer das árvores, alimentar-se e procriar? A necessidade de encontrar abrigo da chuva, sol, neve… A descoberta do fogo… A descoberta da roda e das ferramentas… O que seria do Homem se não ousasse organizar-se em comunidades? Ou se não tivesse caçado, descoberto a agricultura, explorado o planeta? Não me parece que um ser superior tenha planejado dar a Terra milhões de espécies para habitá-la, e, num determinado dia, resolveu criar o Homem, “a Sua imagem e semelhança”, eliminando os concorrentes, excluindo as impossibilidades, provendo de todos os conhecimentos e evolução necessária, e, mais, sem parentescos com os demais primatas, pois há quem afirme, e temos que respeitar a opinião pessoal, que jamais viemos de macacos… Então surgimos do que? De onde? Quando? Por que? Como exclamei, a resposta mais simples costuma ser a verdadeira. Não esqueçamos de outras espécies humanídeas que surgiram e se extinguiram, como os neandertais, os homens de cro-magnon, e outros. Porque não prosperaram? Foram feitos a imagem de quem senão de Deus? E seguimos hoje, dados a nossa organização e regras sociais, sujeitos a adotar o que os antepassados dos antepassados de nossos familiares, amigos e comunidade adotavam como verdade quando nada se sabia sobre a vida. Para muitos, germes não existiam… Doenças eram castigos divinos… O que me preocupa, Bender e amigos, não é vir aqui e ser sarcástico, polêmico ou instigante, tampouco pelas críticas que virão, e algumas provavelmente raivosas, desleais, sem argumentos ou sem respeito – e, para estas críticas e pessoas, nada tenho a dizer a não ser que sentirei pena dos mesmos, não porque não compartilham das minhas idéias, o que é justo, leal e previsível, mas porque não aprenderam a respeitar a diferença e aos diferentes, não sabem viver num Mundo fora de tais regras de postura social, não sabem defender suas idéias com idéias, não com ataques pessoais irracíeis, e porque não desejam evoluir, dar o próximo passo, ousar experimentar, descobrir, avaliar, e, aí sim, decidir-se pelo que realmente crêem -, mas sim que o Homem só evolui na tecnologia e descobertas, mas retrocede no respeito aos demais animais, flora, ao planeta, com os outros Homens e povos, porque retrocede com fixação por formas de poder, de governo, de doutrinar. Lembremos que em nome da fé se matou mais gente do que de qualquer outra forma, pois a religião sempre esteve e ainda está vinculada aos interesses catequizantes dos conquistadores, e, iclusive, fomenta povos belicistas em nome da paz, da união… Basta olharmos a história de muçulmanos, católicos, protestantes, judeus e outros. Quantas guerras, até hoje? Para que? Lembremo-nos que, quando da colonização européia na áfrica e américa, os nativos tinha suas próprias religiões, e foram ou dizimados, ou escravizados, ou inferiorizados, ou convertidos. Lembremo-nos que judeus e muçulmanos estão em guerra “santa” neste momento. Que as guerras se valem de preconceito, de idéias arrogantes de dominação e superioridade, como os nazistas, os mercantilistas, os socialistas e os capitalistas. São todos imperialistas, que consomem e destróem as riquezas de cada povo, inclusive a fé. Portanto quero crer que mais vale uma reflexão sobre o que somos hoje, onde chegamos, como chegamos e porque fizemos certas escolhas, do que discutir se esta ou aquela é melhor idéia, religião ou que seja. Não há melhores, somente diferentes, e, enquanto não enterdermos e respeitarmos isto, jamais seremos plenamente felizes como sociedade e espécie. De que vale ir à Lua, Á Marte, à P…Q…P… se morre gente de fome? De que vale descobrir novas fontes de energia se destruímos o planeta? De que vale defendermos as fronteiras se devastamos a nossa própria natureza? Como dizem, quando acabar a vida, a comida, a água na Terra, comeremos dinheiro? Ou Deus, nosso super-herói popstar irá nos defender de nós mesmos e nos salvar? Faça sua própria reflexão… Analise, seja consciente, seja livre para pensar. Somos levados à escola para aprender o que nossos governos entendem que devemos saber. Porque não expandimos? Porque não aprendemos outras coisas? Somos levados à religião porque nossos pais e parentes nos levam, bebês ou crianças, escolhem padrinhos para nós, como fora feito com os mesmos quando tinha tenra idade. Que escolhas tivemos? Que poderes tínhamos para questionar, descobrir, criticar? Temos almas? Então porque as vendemos contrário aos ensinamentos religiosos? E por tão pouco… Há pecados? Então porque os cometemos se sabemos das punições? Há o mal? Então porque não fazemos somente o bem? Tão simples, mas que, no caos do dia-a-dia que nós mesmos nos colocamos, jamais questionamos. Ninguém sabe quem tem razão, se há alma, Deus, espíritos, nada, a única coisa que sabemos é que cada um tem sua crença, fé ou posicionamente diante da vida e da morte, e me parece que a fé, a religião, além de instrumentos humanos de dominação em massa, de poder, de riqueza (vide onde e como vivem os grandes mestres de cada religião) a qualquer preço, inclusive a maldade, a guerra e o preconceito, é algo tão singular em cada um que não é possível que outra pessoa pense exatamente as mesmas coisas, do mesmo jeito, do que outra. Cada um tem sua trajetória, história, família, dificuldades, vocações, etc., então é da singularidade de uma íris, de uma digital, que a fé se trata, mas, ao contrário da lógica simplista, se alastra como epidemia, conforma seus seguidores, os transforma, molda, reduz, exatamente como os governos e a sociedade o faz com todos, com o medo, com os castigos, com o preconceito, em nome do poder. Não seja irresponsável, não cometa atrocidades, não se arrisque desnecessariamente, mas veja a vida como a vida é, não como “traduzem” para você, não como “moldam” para você. Se tem fé, viva a sua fé com alegria, aposte nela, mas o faça consciente, pleno de sua decisão, e com compaixão e bondade espontânea, não imposta. Se tem religião, faço o melhor por ela, mas ouse questionar, ouse discordar, porque a religião é um fenômeno e um instrumento humano, e não divino, e se seus conceitos o levam a desfrutar e seguir estes dogmas, cuide para que não cometa injustiças com outros, pois a humanidade é falha, e o poder é obscurecedor. Se é ateu, viva plenamente os seus dias, sem preocupação com o que pensam de você. Apenas cuide para respeitar a todos, e se fazer respeitar também. Tenha fé em si mesmo e nos outros, para procurar fé em outro lugar, pois de nada adianta Ele te ouvir, te ajudar, se você não fizer sua parte.
    Por fim, o ateísmo não é religião, nem seita, nem nada disto. Não é a favor nem contra Deus, Satanás, Santos, ou qualquer outro. Não fazemos o mal pelo mal, tampouco há “forças malígas” que atuam sobre nós para nos impelir a cometer coisas erradas ou ruins porque somos descrentes. Mesmo quem tem fé, comete os piores horrores. Então a bondade e a maldade estão dentro de cada um de nós, com fé, crença ou religião, ou não. Lembremo-nos também que vivemos no Brasil, na Constituição, um país laico, ou seja, sem religião oficial.

    Obs.: Insultos, palavrões, críticas pelas críticas não seram sequer respondidas, porque me recuso a lidar com quem não sabe defender respeitosa e civilizadamente seus argumentos e conceitos. Seja inteligente! Faça melhor. Se desejar, posicione-se, rebata, argumente, mas o faça com sabedoria, pensando, não sendo tendencioso, sectário ou fanático, o que só vai contribuir com minhas afirmações. Estamos no século XXI, apóie ou critique, mas com o uso da sua massa cinzenta.

    A todos, um abraço.

    Alexandre
    P. Alegre -RS

  21. ISAAC says:

    Caro Alexandre, de certa forma gostei de sua sinceridade, embora conteste sua forma de ver as verdades por um ângulo único, não sei se é psicológico ou se é algum trauma ou algo parecido, mas vejo que as pessoas as vezes ficam iradas quando encontram oposições a sua forma de pensar, sua ideologia, mesmo sua opinião, então com tanta “sede” de argumentar com seu raciocínio. ignoram o que os outros tem a dizer, as vezes com nosso preconceito íntimo, queremos demonstrar com o nosso “castelo de opiniões formadas sobre tudo” que temos todo domínio sobre toda argumentação oposta, as vezes nos falta bom-senso, mas quando estamos sem argumentos, tendemos a exaltar os ânimos e até extrapolar. Não acredito num debate autêntico, em que não se usaria politicas tendenciosas, ou favoritismo suspeitos. Bom o fato é que pra falar de religião, é muito complicado, porque existem muitas religiões, e a própria bíblia que é a mãe de todas as religiões (ou de sua maioria) diz que existem “falsas religiões, falsos profetas, falsos cristos, falsificações das escrituras, e que foi o homem que inventou a religião em seu pejorativo. O mais interessante em tudo é que fazem quase 2.000 anos que a bíblia vem contando fatos do passado, presente e futuro, com uma precisão assustadora, cobrindo uma história de 6.000 anos, e é respeitada nos meios cientificos, a décadas. Muitos se levantarm contra ela com argumentos forte, mais sem fundamentos, não conseguem provar nada contra ela, e ao contrario, ela vem cada século que passa, provando a sua autenticidade, existem muitas provas de lugares históricos que a biblia descreve, com exatidão, os maiores museus do mundo, estão repletos de descobertas arqueológicas, que foram encontradas, seguindo-se como mapa a própria bíblia, de acordo com narrativa dos próprios arqueólogos. É muito fácil levantar e dizer: – Não há Deus!
    dificil é provar isso! Sabe o que descobri Alexandre, que de Gênesis a Apocalipse, voce não encontra uma passagem se quer, em que Deus esteja pelo menos tentando provar sua existência. Parece que Ele não está nem um pouco preocupado com isso, a bíblia diz que isso é um fato. Por isso que agente vê a impossibilidade de Darwin ou qualquer outro Ateu ou Cético, a mais de 200 anos vem tentando provar sua “teoria”que nunca passou na “TESE”, Rawkins também não consegue provar suas “teorias”, são expeculações de quem quer vender livros, para quem prefere ignorar a Deus. Eu ensino para jovens, a biblia… e creio em Deus, nunca o ví….mas continuo falando com Ele, não me sinto louco nem retardado, sinto-me lúcido e dentro de minhas faculdades mentais, mais ainda, antes era uma pessoa comum, e tentando viver de uma forma comum , as coisa nunca deram certo. Tive um casamento desfeito, um filho que foi embora, muitos prejuizos vivendo comumente, alcoolismo, drogas, mas eu já cria em Deus, mas nunca O busquei, nunca indaguei por Ele, vivia uma vida egoísta e sem sentido, que para mim, viver ou morrer era a mesma coisa. Até que certo tempo fui visitado por alguém que me falou Dele, e essa pessoa me mostrou na bíblia coisas que nunca tinha ouvído falar, achava que sabia tudo o que tinha nela, porque agente ouve muitas pessoas falando sobre a bíblia, mas são pessoas que nunca a leram de fato, ou mesmo nunca a entenderam….Porque suponha uma coisa…SE…apenas se…(vamos usar essa condicional) realmente a bíblia fôsse a palavra de Deus, como ela afirma que é, e sendo Deus Espírito, como Ele afirma que é, a bíblia que é um livro espiritual, acima de tudo, teria que ser inspirado pelo Espirito de Deus, como ela afirma que é, e a pessoa que a lêsse, precisaria também ter este Espirito que decodifica a bíblia, para entendê-la como precisa ser. Então como voce pode ver, são questões que fogem ao dominio da ciência, da filosofia, da genética, da biologia, da matemática, e por incrível que pareça, da própria religião. A biblia conta um fato interessante em Atos dos Apóstolos, diz que Paulo foi até o Areópago, em Atenas, berço da cultura mundial, terra de Aristóteles, Platão, Hipocrates de Có, Tales de MIleto, e alí naquele lugar eles costumavam erigir altares aos deuses de sua época, e ali eles erigiram um altar, onde se lía, “Ao Deus desconhecido”, Paulo disse à eles, Esse Deus que voces honraram sem conhecer, é Este que eu anuncio à voces! (então ele continuou a falar de Deus pra eles) Alguns despresaram e disseram sobre este assunto te ouviremos depois , e outros creram e seguiram Paulo. Ou a Bíblia é o livro de Deus, ou então é uma farsa muito bem engedrada por longos anos e por muitas pessoas, que sequer nunca se conheceram (são 40 autores, durante 1.500 anos) precisaria ser um “deus” para fazer um livro falso com a bíblia… Alexandre, voce já viu uma pessoa endemoniada? e após uma oração de expulsão (tipo exorcismo) o demônio sair? Voce já viu uma pessoa após ter o demônio expulso de sua vida de miséria e fracassos, voltar a ter uma vida normal e prosperar e passar a ter uma família? Existem muito mais coisas por trás de tudo isso do que vâs filosofias, a mesma biblia fala da existência de um espírito mal, chamado Lúcifer, que é o pai da mentira, enganador e assassino. fala de um mundo espiritual em que ele vivia, até ser expulso de lá e ser jogado aqui na terra. É fácil não acreditar, e dizer que são tolices…difícil é investigar a bíblia e confirmar, pelo menos o que se pode confirmar, no mundo material e constatar que pelas pessoas de caráter, que querem apenas a verdade, sem defender interesses pessoais que de fato, até o presente momento a Biblia é incontestável.

  22. ALEXANDRE says:

    Prezado Isaac,

    Muitíssimo bem vindo, excelente seu posicionamento e sua argumentação a respeito de tudo aquilo que você crê. Fico feliz e concordo com sua abordagem, embora discorde do conteúdo, pois, como já escrevi várias vezes neste blog, defendo a liberdade, a justiça, a igualdade, e para isto, defendo fundamentalmente a diferença e o respeito por esta diferença, em prol de que cada contribuição é vital e imprescindível para a formação de uma sociedade, um Mundo melhor. Não tenho o menor preconceito ou rancor por quem pensa ou tem atitudes absolutamente diferente das minhas; ao contrário, louvo a isto, pois penso que só assim conseguiremos transpor as barreiras que nos limitam, nos afastam. Claro, não concordo e não aceito o desrespeito, a desonestidade, a imposição. Porque o Homem reúne plenas condições de informar-se, buscar, questionar, entender, aceitar, criticar, opinar, sem a necessidade de qualquer argumento grosseiro ou raivoso. Também como já havia escrito aqui, não sou contra nade, nem ninguém, tampouco desrespeito qualquer religião ou pessoa que tenha fé, e, inclusive entendo que para muitíssimas pessoas a fé religiosa é fundamental e as impele a praticar o bem, ser justas, honradas, terem compaixão. Portanto não seria nem lógico ir contra aquilo que defendo, não importa se é através da maneira como penso, ou se é através de outros pensamentos, pois resultam, sem que isto prejudique a outrem, naquilo que mais acredito. E acreditar é crer, é fé, mesmo não sendo religiosamente. Procuro, defendendo a maneira com penso o Mundo, ser o mais imparcial que posso, mas dada minha limitação e até minha moral em fazê-lo, obviamente acabo sendo tendencioso, aliás, como qualquer um que opine, critique, apóie. Mesmo você, caro Isaac, ao descrever suas experiência tão vastas envolvendo sua vida, família, amigos e religião, ao expor seu modo de pensar, ou mesmo para agregar ou criticar o que escrevi, de maneira educada e coerente, também foi tendencioso, também o fez sob um prisma único. E é natural que seja assim, afinal, se pensas diferentemente, porque concordaria com o que escrevi? Aliás, porque escreveria no blog, se importaria com o que outros escreveram? Escrever sob um determinado ângulo não anula que respeitemos e saibamos conviver com os demais prismas do mesmo assunto. E é quando não conseguimos fazê-lo é que nos tornamos intolerantes, fanáticos, preconceituosos, atrasados. Não sei ao certo se quando refere-se a ira de contestar ou argumentar a respeito de pensamentos divergentes referia-se a mim, mas, independentemente a isto, saiba que não me expresso com ira para defender minhas opiniões, e, se me valho de postar neste blog, talvez seja exclusivamente e apenas para dividir minhas idéias com outros, aprender, melhorar como pessoa, descobrir novos pensamentos, e tentar construir, jamais destruir. E para construir jamais podemos fazê-lo com ira. O tal “castelo de opiniões sobre tudo” não necessariamente torna-se algo pejorativo, ou que prejudique quem assim se vê, ou aos demais, desde que, claro, o faça com o intuito de contribuir, jamais de ser presunçoso. Gostar de informar-se, ouvir aos outros, buscar, questionar, avaliar, e, de posse dos conhecimentos obtidos, e das circunstâncias do Mundo, de sal vida, do que pensa, formar a própria opinião, mesmo que seja contrária ao que a maioria entende como certo não torna ninguém uma anarquista, um sectário, um contrário, apenas alguém com suas próprias convicções. Como havia escrito, de nada vale ser religioso, ou não, e cometer atrocidades, prejudicar aos outros, ao planeta, e depois achar que porque reza, ou porque não crê em nada espiritual (não importa) estará tudo bem, tudo resolvido. Bondade e maldade são da cada um, como o caráter, e isto não é determinado pela fé, mas sim pelas atitudes das pessoas. Lamento profundamente pelos problemas que já passou, e desejo sinceramente que sua vida hoje seja plena de realizações e felicidade, não porque crês em algo ou não, mas porque és humano como eu, és vida, e meu argumento é que a vida deve ser sempre preservada, e as melhores condições de desfrutá-la e arcar com suas responsabilidades sejam dadas a todos de modo igualitário e sem distinção alguma.
    Atribuir que Darwin, Rawkins, Newton, Einstein, Freud e muitos outros pensadores não conseguiram provar nada é meia verdade, pois a ciência tem demonstrado que os caminhos abertos por estes pensamentos possuem argumentação baseada na análise crítica que se comprova e é utilizada a gerações. Até Alexander Fleming descobrir a penicilina não aceitava-se que existissem doenças causadas por seres microscópicos. Até Isaac Newton provar a existência da gravidade, não se imaginava que existissem forças invisíveis que nos mantivessem na Terra. Até Einstein difundir sua idéia sobre a massa dos corpos, a velocidade da luz e a energia (E=mC2) não se sabia nada sobre as forças e condições universais que nos rodeiam. Darwin, com a Teoria da Evolução das Espécies nos deu a “chave” para entendermos como a biologia da natureza funciona. E assim, diversos outros citáveis. Provaram sim, e muitas coisas que usamos hoje, inclusive aqui na Internet, que se vale de descobertas científicas e tecnológicas, fruto do desenvolvimento do pensamento humano e de suas necessidades. O Homem é produto de suas circunstâncias ou de seu ego? Creio que os dois. Nossa formação, e unidade familiar, está agregada a centenas de anos, diversas gerações de repetições de pensamentos e valores que são repassados às novas gerações. A fé religiosa é um destes pensamentos. Será que os homens das cavernas tinham fé em Deus? Conheciam o pecado? A Bíblia Sagrada? Ainda assim evoluíram, e a partir desta evolução, estamos nós aqui hoje, discutindo em alto nível sobre questões que surgiram depois das necessidades e das circunstâncias. Surgiram do ego! E o ego humano é muito importante para nos impulsionar para novas descobertas, mas também é tacanho e conservador, e se agarra em ensinamentos ultrapassados, preconceitos, diferenças, desejos pessoais, egoísmo e valores questionáveis. Se afirmas que não se posso dizer que não somos frutos do desejo criador de Deus, afirmo que também não pode-se dizer que o somos. A fé, tal qual os sentimentos e muitas forças do Universo, são invisíveis, impalpáveis, muitas vezes inexplicáveis, e isto é absolutamente particular, de cada um, como a íris dos olhos, as digitais dos dedos, o modo de pensar. Poderia ajudá-lo dizendo que há quem não tenha experimentado algum sentimento, embora todos sabemos que eles existem. Por outro lado, há quem não creia no que já foi comprovado, ou no que ainda não foi descoberto. E, assim, paixão e fé se confundem, e por este motivo, cada um agrega valores para aquilo que crê como verdade, e a verdade, caro amigo, por mais que seja universal em seu sentido, é particular quanto ao que pensamos. Ser justo pode ser uma de suas nobrezas, mas sua justiça pode diferir da minha e da de muitos outros para um mesmo caso (exemplos: aborto, pena de morte, traição, vícios, riqueza, machismo, família, amor, etc.).
    Discordo também quando afirmas que é mais fácil dizer que Deus não existe. Ao contrário! Absolutamente ao contrário. Vivemos num Mundo onde a maioria absoluta das pessoas crê, já tiveram crença ou ainda terão crença num Ser divino. Não crer em Deus é que é difícil, pois, embora existam inimagináveis diferenças e distâncias entre as religiões e as formas de crer em Deus, os crentes unem-se sem barreiras para antagonizar e até discriminar quem não crê. Portanto, amigo Isaac, não há nada de psicológico, traumático ou qualquer outro que levem as pessoas a não crer, apenas a liberdade de opinar e decidir por si próprias. O único porém é o preconceito real de quem crê, e não importa no que ou em quem, contra quem não crê, como se defendêssemos o contrário, o anti, o que deseja destruir.
    Não desejo polemizar ainda mais, mas não retrocederei em opinar. Não vejo a Bíblia como um documento sagrado, com os mandamentos divinos, nos contando sobre os porquês da humanidade e de sua trajetória. Tampouco desdenho-a, assim como não o faço com o Corão (Al Corão), e outros livros sagrados. Entendo que todos trazem ensinamentos preciosos, porém os vejo como literatura, como relatos históricos, contos e folclores locais, e uma miscelânea de informações que dizem respeito a fatos realmente ocorridos, narrativas fantasiosas, exageros e pregação. Há de se elogiar seus bons ensinamentos quanto a bondade, compaixão e valores. Mas o fato de eu respeitar a religiosidade alheia, seus livros sagrados, também desejo respeito por não crer. Para muitos Jesus foi o filho de Deus, ou o próprio, ou sequer existiu. Maomé, João Batista, Moisés, Abraão, Isaac, tantos em tantas religiões… Pessoas que provavelmente existiram, mas como pessoas. Profetas, professores, tutores, mas humanos. Deus, Alá, Jeová, Tupã, Ogum, são tantos a reverenciar… Mesmo que seja o mesmo Deus, com outros nomes, a religiosidade de cada um se dá tão diferentemente, contempla tantos abismos entre as pessoas, que o culto a Deus, como já referido, além de enaltecer e trazer bondade aos Homens, também trouxe a guerra, o poder, o preconceito.
    Investigar a Bíblia é algo que, creio, a maioria dos brasileiros, por ser o maior país católico do Mundo o fez. Mesmo eu. Mesmo outros ateus. Ter pais católicos, protestantes, evangélicos, judeus, muçulmanos, espíritas, de religiões afro ou indígenas normalmente nos levam a formação de valores pessoais, aqueles que são repassados de geração em geração.
    Não conformar-se em ser enquadrado a valores religiosos não nos tira os valores da boa e pacífica convivência social, como o perdão, o amor, a compaixão, a bondade, e até a fé, porém com outro foco.
    Ver a Bíblia como incontestável é a prova do tendencionismo natural a que todos estamos sujeitos. Isaac,é a sua fé, sua verdade, e deves louvar a isto. Desejo que em você esta fé jamais se extinga, pois me parece que ela lhe dá força, esperança, sentindo na vida. Por outro lado, espero que tenhas ou cultives o respeito aos diferentes, aos que não pensem como você. Não sou negro, mas este fato não me faz hostil ou preconceituoso aos negros. Não sou mulher, mas este fato não me faz hostil ou preconceituoso às mulheres. Não sou idoso, mas este fato não me faz hostil ou preconceituoso aos idosos. Não sou gay, mas este fato não me faz hostil ou preconceituoso aos gays. Aliás, pessoalmente, nem desejo ser qualquer um que não eu mesmo. O fato de não desejar ser dinamarquês ou angolano, idoso ou mulher, gay ou com super-poderes não faz de mim um ser superior, tampouco inferior, apenas diferente. Crer em pecado, em não se relacionar entes do casamento, em fidelidade, em espíritos, alma, ou seja lá no que for é pessoal. Cometemos erros, muitos dos quais não conseguimos o perdão, ou perdoarmo-nos, ou mesmo desfazer as conseqüências destas atitudes e palavras, mas isto não é fraqueza, é ensinamento, e não depende de fé, mas sim de vontade própria. Desesperados nos agarramos em qualquer coisa que pareça segura, como alguém pendurado em bóias após um naufrágio no meio do mar, sem refletir neste atos. È como se fosse a diferença entre morrer e viver. Quantas pessoas agarram-se na fé, como tábua de salvação, após desesperar-se? Após errar? Após cometer crimes? Após ser infeliz? Quantas pessoas carregam “seus próprios demônios” atribuindo a “eles” sua maldade, seus erros, sua infelicidade? Quantas coisas faríamos diferentemente do que fizemos se soubéssemos as conseqüências? Se soubéssemos seus porquês? Se soubéssemos seus motivos? A fé é pessoal, mas a religião é criação social, em via de regra, traz o conforto psicológico, mas é também uma forma de dominação, de aglutinamento sectário, de moldar socialmente um grupo ou comunidade. A história humana está transbordando de exemplos. Que religião você teria se jamais os europeus tivessem chegado as Américas e você pertencesse a uma tribo indígena? Teria os mesmos valores? Veria o Mundo da mesma forma? Faria as mesmas coisas?
    Por fim, Michel de Nostradamus também nos deu “profecias” que, muitas vezes, realizaram-se. Adivinhadores são comuns, e sempre o foram. Ciganos, bruxas, mágicos. Posso afirmar categoricamente que pessoas ainda morrerão em enchentes no Brasil neste verão, ou nas nossas estradas, ou de fome na África, ou em guerras estúpidas. Não preciso da Bíblia ou de Nostradamus para prever isto, porque o entendimento do Mundo e o conhecimento nos dão os fatos, sua freqüência e a probabilidade com que ocorrem. Apostar no que é mais freqüente é fruto de estudo, não de determinação divina.
    Amigo Isaac, não podemos e creio que até nem deveríamos moldar o Mundo as formas como o vemos, tampouco trabalhar para termos uma única massa de pensamento comum, pois isto seria definitivamente o nosso “apocalipse”. A diferença é e sempre foi o segredo da natureza. A aceitação da diferença, das relações entre os diferentes e de sua pacífica convivência certamente nos trará muito mais frutos de prosperidade, paz e felicidade do que qualquer outro meio. Sejamos felizes como somos, defendamos o que cremos, mas respeitemos aos demais, assim como desejamos ser respeitados por todos.
    A história é a alma rejeitada de nossa sociedade. Quando entendermos nossa história, a história do Mundo, dos outros animais, da vida, de nossa sociedade, teremos a chave para construir um futuro glorioso. Mas uma história real, imparcial, não as que aprendemos na escola porque interessa aos governos destacar este e excluir aquele, ou aquelas contadas somente por quem venceu, por quem dominou, por quem subjulgou. E a Bíblia é uma história a ser descoberta, mesmo porque, com os pergaminhos do Mar Morto, onde outros apóstolos talvez tenham deixados seus próprios testemunhos, muitas coisas poderão mudar na própria religião. E, para quem não sabe ainda, a fé cristã não teve sua massificação com Pedro ou qualquer outro apóstolo, como as pessoas costumam crer e pregar. Aliás, era um culto, ou seita, pouco difundido, que chegou ao Império Romano por causa dos escravos e alguns soldados que retornavam da Ásia. Com o surgimento de crise no Império Romano, vasto demais para manter sua unidade apenas baseado na força, o Imperador Constantino (280 – 337 dC) foi quem reuniu o primeiro concílio, extinguindo em forma de lei outras religiões difundidas no próprio império, e escolheu, entre diversas escrituras quais as que formariam a Bíblia, em seu antigo testamento. Apenas ressalta-se que Constantino jamais foi cristão, tampouco preocupou-se ou converteu-se por crer nesta nova religião, mas porque precisava dela para manter seu domínio, assim como a língua portuguesa o fez na colonização do Brasil numa só nação continental. Constantino só foi batizado no seu leito de morte. Desde então a fé católica dominou o império, e assim, extingui, perseguiu, trucidou e tornou clandestinas outras formas de fé religiosa. Também desde então, em nome da fé, se persegue, se mata, criam-se guerras e cruzadas, e se alimenta preconceitos escabrosos. Desde então as riquezas de muitos povos foram convertidos em jóias, ouro, relíquias e ostentação, e vemos surgir e ressurgir líderes religiosos envoltos em fortunas e riquezas enquanto metade do Mundo passa fome ou morre de doenças tratáveis. Desde então nossa natureza e minérios são saqueados. Desde então governos e religiões fundem-se, unem-se, partilham de dominação sobre outros povos. Desde então matou-se mais gente do que em todas as guerras, mesmo porque, a maioria, senão todas as guerras sempre tiveram também conotações religiosas, de conquista, de superioridade, de imposição. Desde então várias correntes separaram-se do catolicismo romano, e fundaram novas igrejas, templos, novas religiões. Religiões antigas ou novas, não importa, que sempre condicionavam e condicionam a sociedade a abrigá-las, protegê-las, difundi-las. E onde estava Deus quando em nome Dele tantas atrocidades foram cometidas? Estava nos planos de Deus, que tudo sabe, tudo vê, tudo entende, erguermos templos suntuosos e criarmos guerras monstruosas? Ou o livre arbítrio será o “único culpado”? Afinal, se assim o for, e se somos criados na “Sua forma e semelhança”, também Deus teria de ser tirano e egocêntrico, pois só assim o livre arbítrio faria sentido.
    O protestantismo, que originou diversas religiões evangélicas disseminadas pelo Mundo todo tem origem em humanos, destacando Martinho Lutero e John Calvino, entre outros clérigos e teólogos, simplesmente por discordarem dos rumos que o catolicismo romano dava à Europa medieval. O espiritismo surgiu como um neologismo a fim de defender a idéia de alma e de vida pós morte, propagadas pelo farncês Hippolyte Léon Denizard Rivail, sob a alcunha de Allan Kardéc. E assim poderia dar a você a origem humana de todas as religiões, frutos de pensamentos e egos mundanos, não divinos.
    Por fim, eu questionaria se nas tribos africanas escravizadas ou nas tribos indígenas massacradas, teria Deus esquecido dos Seus?

    Um abraço,

    Alexandre

  23. Haddammann says:

    O que a gente pensa que as pessoas pensam quando as rotulamos? Confundir os Sem Religião com os Não Nascidos para Crença é inquietante. O prefixo “a” expõe o ateu à crença dos estúpidos. Quando alguém sequer cogita a estapafúrdia boçalidade dum anencéfalo acovardado numa crença, então meus caros, nem ateu é. Sabemos que os sofistas surgiram para descacetar os filósofos (gregos) autênticos, e o aristóteles foi um paulo cuvelho do tipo dos que têm diplomas fabricados hoje em dia sempre a postos para desdizer (com dissimulação) o que de fato seja aproveitável à nossa espécie.
    Vou repetir aqui: Fé ou intuição é uma inferência (inferência não é premissa); Crença é acordo sem precisar de nada (ou, por interesses em vantagens de ambições escrachadas ou as mais impronunciáveis); E Religião é imposição de uma crença.
    Quando alguém diz: Aquela bola é quadrada, e um esdrúxulo passa a mão em sua cabeça e diz, “É sim”. Aí vão a um terceiro e dizem: “Tá vendo aquela bola quadrada? Ela é a criação divina. O ouvinte surpreso responde: Como assim? Bola quadrada? Os dois, diante de sua insânia, voltam-se, enfurecidos. “Maldito, maldito, sem um pingo de crença, tem que morrer”. Diz de novo: Qual é a forma daquela bola? O oprimido responde ingenuamente: O bordo é curvo, seus limites fazem uma circunferência. “Maldito, maldito, tem que morrer! Vc não pode dizer isso”.

  24. luan says:

    achei muito interessante a dissertação sobre esse assunto, infelizmente ainda hoje muitas pessoas confundem esses dois seguimentos ideológicos, alem da comparaçaão erronea e preconceituosa entre satanismo e ateismo, que o papa e a igreja católica cada vez mais insistem.

  25. Elviro says:

    Já pensaram que se os lideres religiosos acreditassem no que pregam teriam coragem de agir como agem….a maioria é de ateus,,desonestos. Quem trocaria essa vida pelo castigo eterno…não perdem tempo se explicando, gastam o tempo enriquecendo

  26. Rode Madalena de Jesuz says:

    05-teoria da evolução ?!
    Não foram encontrados fósseis que mostrem uma transição de espécie para espécie porque não há nenhum. A ciência mostra adaptações dentro das espécies (micro-evolução), mas não transição evolucionária, transição de uma espécie a outra (macro-evolução). Nisso ela concorda com a Bíblia.A Bíblia diz que Deus criou tudo de acordo com sua própria espécie (Gênesis 1). Bem, isso é também o que a ciência nos mostra.

    OBS do Bender: Rode, teus conhecimentos de ciência são espantosos, para dizer o mínimo.

  27. Sou Paulo Porphirio.
    Sacerdote em quatro religiões, Mestre em Religiões Comparadas,
    hoje sou isento de qualquer religião,tenho um site http://www.realismo.com.br,
    onde trato deste tema.
    Gostaria de manter um relacionamento com vcs ateus.
    Tudo o que eu poderia dizer agora,
    está explicito no meu site, peço que o leiam.
    Fico aguardando a resposta de vcs.
    Um abraço

  28. Renato says:

    Falar religião é como travar uma conversa bizantina…não se chega a denominador comum, cada que reze para o seu Deus, cada um que siga o que quiser. O mais importante é a paz, o amor, a ética, a moral, valores que humanizam, de resto, faça o bem, faça amor, faça tudo o que for bom.

    E dentre essas ações, venham à Belém do Pará, sentir o calor do norte, do tacacá, da maniçoba…

    Abs. [ ].

  29. Gentil says:

    Por que os ateus estão sempre falando de Deus? O Saramago, declaradamente ateu, escreveu um “Evangelho Segundo Jesus Cristo”, sobre O Filho Dele. Juca Kfouri é outro ateu que não perde uma oportunidade de falar em Deus.
    Pra mim é um mistério tanto interesse na existência de alguém que eles acreditam não existir. Como foi dito num comentário acima: se a existência de algo é percebida, como uma parte de Deus por Ele, a recíproca deve ser verdadeira: a parte pode se referir ao todo do qual faz parte. Por essa lógica, nomear e descrever Deus, mesmo para negá-Lo, pressupõe sua existência. Ou será que os ateus nunca pensaram nesse paradoxo? Parecem Maradona negando Pelé: fala contra o tempo inteiro, mas não larga o osso! Se há uma coisa que os ateus não podem negar é que eles não são indiferentes a Deus.

  30. Evelyn says:

    simplesmente eu creio em Deus, na bíblia e em Jesus, mas não tenho religião, pq religião é criação humana!

  31. Como ser indiferente a uma idéia que induz a humanidade a aceitar todo tipo de maldades em nome de uma ilusão! somos afetados todos os momentos de nossas vidas por este monstro imáginário ou por seus emissários ,ou pelos que desta idéia se favorecem e muito a séculos e séculos! lucabi brasil

  32. >> bom a qs 1 ano atrás foi postado o ultimo comentário e realmente vejo q este debate de religião e realmente complicado mais eu tenho uma idéia olhamos para o céu noturno ou melhor vejamos na internet imagens d telescópio Hubble do espaço onde existem milhares de galáxias, bom os antigos e atuais profetas afirmam que não existe vida fora deste planeta principalmente no livro que intitulam por ai como a palavra de deus e que já foi cenário de muitas matanças de vários povos e castigos absurdos, será que em alguma galáxia desta por ai não exista uma pequena possibilidade de existir uma bactéria com vida ou que possa existir um planeta igual ao nosso com os elementos para a vida.
    >> Senhores e senhoras quando nossa civilização atingir o grau de pensar e questionar seremos uma civilização bem avançada e nunca mais ouviremos falar sobre atos terroristas ou de fanaticos religiosos que enganam fieis para obterem lucros pessoais o que destorcem escrituras para se aproveitar da ingenuidade de muitos para obter poder e status sociais.

  33. Luis Santi says:

    Se observarmos, vamos notar que todas as religiões possuem pelo menos uma característica em comum:
    Todas começam te prometendo a luz e a salvação. E terminam te pedindo (às vezes tomando) dinheiro ou derramando sangue. Às vezes, os dois.

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